Doce Fuxico – Direto da gaveta

dezembro 13, 2010

Comedians Comedy Club

Filed under: programação,São Paulo — docefuxico @ 8:46 pm

No auge do tédio da tarde de domingo recebo um telefonema da Giu convidando pra ir ao Comedians Comedy Club. Fundado pelos conhecidos Danillo Gentili e Rafinha Bastos, juntamente com o empresário Ítalo Gusso, o Comedians está localizado na Augusta, é o primeiro que segue os moldes de um legítimo comedy club americano.

Apesar de oferecer visão privilegiada às 300  pessoas presentes, aconselho chegar aproximadamente uma hora antes do show (programação no site!) pra garantir um lugar legal, já que eles não fazem reservas.Os comediantes mudam a cada apresentação, o que é legal porque não precisamos esperar tanto pra voltar.

Além do show, são oferecidos serviço de bar, cozinha e vallet na porta. Os preços são equivalentes a um barzinho normal, mas não programe-se pra ficar lá a noite toda, pelo que percebi é assistir o show e ir embora mesmo, coisa de 2h mais ou menos.

Ahh e no final do show, o Rafinha ficou lá na porta à disposição de quem quisesse autógrafos ou fotos, fofo né?! Só que a cabeçuda aqui tava sem câmera e sem bateria no celular (êêê!).

#ficadica pra quem tá de férias em SP e quer se divertir.

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Natal Feelings

Filed under: inspirações,moda,natal — docefuxico @ 7:02 pm

Cof, cof.. Oi gente!

Resolvi criar vergonha na cara tirar a poeira aqui do blog e dar sinal de vida pra vocês. Como podem ter imaginado, meu tempo minha inspiração pra textos anda bem pequena, por isso dei essa sumida.

Agora que estou de férias resolvi dedicar-me ao blog, porém com outro foco. Não sou formada em moda, não tenho curso de maquiagem e gostaria mas não sou jornalista, porém sou apaixonada por esse mundo e tenho algumas coisas que gostaria de dividir com vocês, levem como um conselho de amiga, ok?!

Para começar, que tal um assunto bem manjado nessa época do ano? Não, não é nenhuma dieta milagrosa e nem qual o melhor biquini pro seu corpo, hahaha. Tava me divertindo no delicioso site Looklet quando pensei em montar algumas inspirações pro look que vou usar na ceia de natal da casa da vovó.

Vou começar com os looks mais despojados, pra quem pretende ir, jantar, trocar os presentes de amigo secreto e só, sem nenhuma outra preocupação.

O primeiro é um macaquinho da Topshop, um cinto da Miss Sixty e o scarpin preto é D&G combinados com relógio DKNY, pulseira não-me-recordo-a-marca e sem bolsa. To citando as marcas só por curiosidade, porque são peças bem fáceis de encontrar em qualquer fast-fashion brazuca né minha gente?

Pra mim a combinação é segura, daquelas que sua avó vai elogiar a noite toda (sem barriga de fora, decote moderado, cor discreta, estampa fofa e por aí vai). Sou suspeita pra falar, porque amo estampas de bolinhas, não importa o tamanho. A ausência de bolsa é proposital, mas é claro que não é difícil encontrar uma que se encaixe no look né?!

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setembro 9, 2010

A estranha

Filed under: Textos — docefuxico @ 6:38 pm
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Sua cabeça latejava, o quarto parecia girar. Amaldiçoava cada dose de bebida que havia tomado na noite anterior, capaz de deixá-la embriagada até o amanhecer.

Mas ele estava ali e nada mais a incomodava. Por ele era capaz de abrir os olhos, abriu. Abriu os braços a procura daquele corpo. Ah… Que corpo! -

Como sempre. – disse a garota com uma voz tênue após um grito, um gemido. Uma mescla de prazer e ódio.

Levantou-se em busca de suas roupas. Não sabia onde estava, apenas deduzia. Lençóis velhos, fios de cabelo no Box e um espelho rachado no teto. Aproveitou pra olhar a si mesma. Quem é você? Do que está fugindo?

Avistou sua bolsa. Em seu celular, haviam chamadas de seus pais à sua procura. Inventaria qualquer desculpa mais tarde, afinal ela nem estava lá, não é mesmo? O pior é que estava. Escondida em camadas de maquiagem borrada, olheiras, odor de cigarro e uma marca roxa no pescoço. Merda! Uma marca roxa no pescoço.

Penteou os cabelos e vestiu-se. Camadas de maquiagem agora escondiam os vestígios daquela estranha com olheiras e marcas inexplicáveis. Era de novo a garotinha do papai deslocada naquele ambiente.

Entrou no táxi rumo à sua pacata vida. Olhou pelo vidro e admirou o sol. O amor começa. O amor acaba. Numa esquina, por exemplo, num domingo de lua nova, depois de teatro e silêncio; acaba em cafés engordurados, diferentes dos parques de ouro onde começou a pulsar; de repente, ao meio do cigarro que ele atira de raiva contra um automóvel ou que ela esmaga no cinzeiro repleto, polvilhando de cinzas o escarlate das unhas; num motel barato que não dá atenção à adolescentes como ela. O amor acaba. O amor-próprio.

setembro 2, 2010

A famosa… quem?

Filed under: Textos — docefuxico @ 2:46 am
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Antes que pensem que sou mal educada, vou me apresentar. Meu nome é Laís, tenho 19 anos, estudo Engenharia de Produção na Unicamp de Limeira, mas meus finais de semana passo em SP ou qualquer outro lugar.

Sempre amei escrever, e ler blogs é um dos meus passatempos prediletos, desde os blogs de moda até aos de humor passando pelas crônicas e narrações mais elaboradas. Eis que resolvi criar o meu espaço.

Não vou ficar limitada a apenas textos, moda, humor ou a outro tema. Por favor, não se assustem ao deparar-se com uma crônica num dia, uma dica de maquiagem no outro e possivelmente uma dica de livro. Postarei aqui o que gosto, de coração. Sempre aberta a críticas construtivas, é claro. Espero que gostem.

setembro 1, 2010

A responsabilidade de fazer amar.

Filed under: Textos — docefuxico @ 3:08 am
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Nós somos um sonho um para o outro. Sonhos antagônicos que são atraídos por seus espaços vazios. Clichê? O que posso fazer se a maioria de nós busca a mesma coisa; se vivemos separadamente, trilhando caminhos distintos, na esperança de uni-los.

Sei que apenas estou num espaço outrora cheio e que minhas curvas bambeiam em sua retidão. Sua imensidão. Mal sabia eu, plástica que sou, que seu ábaco é de madeira. Mas e você? Onde esteve esse tempo todo? Mais presente impossível. Buscando camuflar com sorrisos e ‘eu te amos’ o vácuo que eu sou incapaz de ocupar. É sensível de sua parte não querer que eu veja. Ou será você quem não quer vê-lo?

Amor próprio, autoconfiança e princípios sempre me preencheram e cicatrizes me fecharam. Nunca deixei um vão se abrir em mim. É tão óbvio que aquilo que está inteiro é mais forte.

É aí que, literalmente, entra você. Egoísta. Pensando na sua dor e solidão, me invade. Não me ausento de culpa, fui fraca. Desconhecia sua necessidade. Pra mim, um soldado vai pra guerra pelo bem coletivo. O coletivo conhecido como nós. Rendi-me e você atacou sem defesa. Deixei-me dominar pelo inimigo, o amor. E assim você o fez: dominou, usufruiu e quando deixou de ver vantagem, abortou a missão. Deixou o campo devastado.

O que me conforta é que a guerra devasta também o vencedor. O seu vazio foi planejado. É a trincheira sob a qual você se esconde. Sua sensibilidade e presença mostram o covarde que primeiro luta e depois avalia o prêmio.

O que me restou do equilíbrio que possuía me faz consciente de que nunca vou tapar o buraco que você cavou e aprenda: cada forma é única. Pare de parametrizar os outros. Esqueça sua trincheira, a guerra acabou. Amoleça e aceite que aquele vazio não será preenchido, será apenas substituído por outro. Ele não serve como comparação. É a simples lembrança do que foi bom. Aceite.

Nem todos os sonhos são bons. Você é um sonho totalmente singular que de repente me amoleceu e me fez acreditar que eu não sou completa sozinha. Você me trouxe a insegurança, o frio na barriga, a sensação de sentir-me amada. Por isso eu agradeço.

Quer saber?

Filed under: Textos — docefuxico @ 2:29 am
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Sou uma pessoa plenamente feliz com espasmos de maior tristeza do mundo. Sim, sou inconstante assumida. Minha constante é o repente. Segura e com medo, satisfeita em depressão. Essa sou eu.

Há quem diga que faça parte de mim. Há quem culpe os zodíacos que me deram múltiplas personalidades. Há quem afirme que é apenas a coadjuvante em busca do foco. E não há ninguém que busque compreender, ao menos questionar à atriz de quinta, se realmente há um porquê.

Pois saiba que estou aqui, sentada, esperando com a resposta na ponta da língua, pronta para responder. No ato. O porquê tem nome, sobrenome (não muito imponente), é maior de idade e vacinado. Errou quem disse que isso faz parte de mim. Talvez agora faça e essa sensação nunca saia de mim. Esse vazio infinito, até você aparecer novamente.

Você é meu maior erro. Não entendo por que não fiz de você, o que fiz de outros. Levar a sério um beijo roubado, tolice.

Você é meu maior acerto. Tenho de você um mundo que não tive de outros. Estou ciente de que tenho de dar voltas para alcançá-lo, mas o tenho. É meu lado conformado me dizendo: uma felicidade compensa mil tristezas. Tolice.

Minha visão periférica é boa. Até demais. Olho em minha volta e vejo me julgando aqueles que juravam me amar. Julgam sem provas, sem defesa, sem testemunhas. Julgam sem crime. Fui condenada a indiretas que mais parecem flechas de fogo, a comentários pseudo-escondidos e a conselhos agridoces. Cumpro minha pena quieta, sem álibi em mãos, como quem sabe que um dia será recompensado.

Sou recompensada com seu afeto. Como um pano frio em quem padece de febre, o conforto de você, do seu abraço, do seu colo, do seu beijo, lava-me de todo o resquício da cela em que estava presa. E ao contrário do que sempre imaginei, não necessito que me vejam limpa.

Cumpro minha pena dia a dia com bom comportamento, para receber indulto. Continuem tentando solucionar o meu caso. Enquanto isso, sem ninguém perceber, eu sou feliz.

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